domingo, 8 de abril de 2012

Bancos no Brasil = Pacto com o Demônio ?

Charges -

José Aguiar

Domingo, 08/04/2012

José Aguiar

quinta-feira, 22 de março de 2012

Keep on Moving -- Bob Marley


 

Keep On Moving

Lord got to keep on moving
Lord I got to get on down
Where I can't be found (2x)
Lord they coming after me

I've been accused on my mission
JAH knows you shouldn't do
For hanging me they were willing yeah! yeah!
And that's why I 've got to get on thru
Lord they coming after me

I know someday we'll find that piece
Of land somewhere not near Babylon
The war will soon be over and Africa
Will unite teh children who life that
In darkness have seen the great light

I've got two boys and a woman
And I know they won't suffer now
God forgive me for not going back
But I'll be their anyhow
Yes I'll be their anyhow

Manter Em Movimento

Senhor, tenho que manter em movimento
Senhor, eu consegui ir para baixo
Quando eu não puder ser encontrado (2x)
Senhor que vem depois de mim

Já fui acusado na minha missão
JAH sabe que você não deve fazer
Para pendurar-me sim que eles estavam dispostos! yeah!
E é por isso que eu tenho que entrar no meio
Senhor que vem depois de mim

Eu sei que um dia nós vamos encontrar esse pedaço
De terra em algum lugar, não perto de Babylon
A guerra vai acabar em breve e África
Unirá as crianças que a vida que
Em trevas viu grande luz

Eu tenho dois meninos e uma mulher
E eu sei que não vai sofrer agora
Deus me perdoe por não ir para trás
Mas eu vou ser sua de qualquer maneira
Sim, eu vou ser seu de qualquer maneira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Economia Criativa em números

 
Foi finalizada, recentemente, a pesquisa sobre Economia Criativa (EC) encomendada pela Secretaria de Governo da Prefeitura de São Paulo para a Fundação do Desenvolvimento Administrativo. Partindo da análise das diferentes metodologias já existentes para a mensuração do setor (Unesco, OIC, Reino Unido, IBGE e Firjan), a equipe que participou do projeto desenvolveu uma metodologia própria para mapear o setor não só na cidade de São Paulo, mas no Brasil.
Duas premissas básicas foram a base da primeira etapa do estudo: deveríamos aproveitar o esforço internacional já despendido no assunto, não "reinventando a roda", e construir indicadores adaptados aos dados e à realidade do Brasil, mas que "conversassem" com as estatísticas internacionais para que pudéssemos ter alguma comparabilidade.
Dadas as diferenças entre as estatísticas e conceitos internacionais e as limitações das estatísticas brasileiras, optamos sempre por ser mais conservadores e não inflacionar os dados para criar uma falsa ilusão da importância do setor. O esforço foi para mapear atividades culturais e criativas na sua essência, deixando de fora, por exemplo, as atividades de fabricação e comercialização a elas associadas. Com esse critério incluímos arquitetura e design, artes performáticas, artes plásticas e escrita, audiovisual, edição e impressão, ensino, informática, patrimônio, pesquisa e desenvolvimento e publicidade e propaganda.
Independentemente das possíveis críticas à metodologia desenvolvida, que serão muito bem-vindas, pois se trata só de um primeiro estudo sobre o tema, os resultados já são bastante interessantes e apontam para um cenário muito claro e contundente: o conjunto de setores que englobam o que chamamos de Economia Criativa tem peso significativo na economia do País, no Estado de São Paulo e da cidade, em especial. Obviamente, com a publicação do estudo e a ampliação do debate, conseguiremos melhorar as estatísticas do setor.
Segundo a metodologia desenvolvida no estudo para a Prefeitura, a participação do emprego formal criativo é de 1,87% do total do emprego formal no Brasil; de 2,21%, na Região Sudeste; de 2,46%, no Estado de São Paulo; e de 3,47%, no Município de São Paulo.
Comparada com outros setores considerados importantes empregadores, a Economia Criativa destaca-se não só pela capacidade de gerar empregos, mas pela qualidade e remuneração desses empregos. De 2006 a 2009, a taxa média anual de crescimento do emprego formal no setor chegou a 8,3% no Estado de São Paulo e a 9,1% no Município, enquanto no total da economia chegava a 5,5%, no Estado, e a 5,8%, na cidade. Mas, se aplicarmos as outras metodologias utilizadas internacionalmente, os números são ainda mais contundentes: pela metodologia usada no Reino Unido, a participação do emprego formal criativo é de 5,54% do total do emprego formal no Brasil; de 5,45%, no Sudeste; de 5,67%, no Estado paulista; e de 6,39%, na cidade de São Paulo. Como sabemos que há muita informalidade em alguns dos setores considerados, os dados, que já são impactantes, podem ser significativamente mais expressivos.
Não bastassem o número e a qualidade dos empregos criados, a importância dos setores que compõem a EC está na sua interação com o restante da economia e sua capacidade de alavancar a modernização e competitividade dos mais diferentes setores. O design, por exemplo, é o mínimo denominador comum de todos os setores: das sandálias de plástico ao carro, é ele que faz a diferença, agrega valor e gera competitividade.
A conclusão, já em prática em diferentes países, inclusive na China, é de que política industrial moderna se faz focando em criatividade e novas tecnologias. Ou seja, atrair montadoras (de carros ou de eletrônicos) pode gerar alguns empregos e dar uma pequena ajuda na balança comercial, mas não gera competitividade sistêmica. Já o apoio aos setores da Economia Criativa permite criar um "caldo de cultura" que transborda para os mais diferentes setores, direta ou indiretamente, gerando trabalhadores e consumidores mais sofisticados e com mais renda, empresas mais modernas e uma economia mais competitiva.
ECONOMISTA

Freud e o Carnaval

*Texto extraído do Livro de Moacyr Scliar -- A Face Oculta: Inusitadas e Reveladoras Histórias da Medicina.

Freud e o Carnaval 


Moacyr Scliar

 Segundo Freud, que não era construtor (mas que em algum momento deve ter pensado em fazer uma incorporação a preço de custo para escapar das agruras da psicanálise), a nossa mente é como uma casa em que vivem três habitantes. No térreo, mora um sujetio simples e meio atucanado, chamado Ego. Ele não é propriamente o dono da casa, mas cabe-lhe pagar a luz, a água, o IPTU, além de varrer o chão, lavar a roupa e cozinhar. Estas tarefas fazendo parte da vida cotidiana, Ego até não se queixaria. O pior é ter de conviver com os outros dois moradores.

 No andar superior, decorado em estilo austero, com estátuas de grandes vultos da humanidade e prateleiras cheias de livros sobre leis e moral, vive um irascível senhor, chamado Superego. Aposentado - aos pregadores de moral não resta muito a fazer em nosso mundo - Superego dedica todos os esforços a uma única causa: controlar o pobre Ego. Quando liga, se lembra de alguma piada boa e ri, ou quando o Ego se atreve a cantar um sambinha, Superego bate no chão com o cetro que carrega sempre, exigindo silêncio. Se Ego resolve trazer para casa uma namorada ou mesmo uns amigos, Superego, de sua janela, adverte: não quer festinhas no domicílio.

 No porão, sujíssimo, mora o terceiro habitante da casa, um troglodita conhecido como Id. Id não tem modos, não tem cultura e na verdade mal sabe falar. Em matéria de sexo, porém, tem um apetite invejável. Superego, que detesta estas coisas, exige que o Ego mantenha a incoveniente criatura sempre presa. E é o que acontece durante todo ano.

 No Carnaval, porém, Id se solta. Arromba a porta do porão, salta para fora e vai para a folia, arrastando consigo o perplexo Ego que, num primeiro momento, resiste, mas depois acaba aderindo. E aí são três dias de samba, bebida, mulheres.

 Quando volta para casa, na quarta-feira, a primeira pessoa que vê Ego é o Superego, olhando-o fixo da janela do andar superior. Ele não precisa dizer nada, Ego sabe que errou. Humilde, enfia-se em casa, abre a porta do porão, para que o saciado Id retorne a seu reduto, e aí começa a penitência, que durará exatamente um ano.

 De vez em quando, Ego tem um sonho. Ele sonha que os três fazem parte de um mesmo bloco carnavalesco, e que, juntos, se divertem a valer - o Superego é, inclusive, o folião mais animado. Mas, isto é, naturalmente, sonho. Parafraseando um provérbio judaico, Carnaval no sonho não é Carnaval, é sonho. Que se junta a todos os sonhos frustrados de nossa época. Graças a eles, muitas casas foram construídas. E muitos edifícios foram incorporados.