quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Chico Science influenciado por Josué de Castro...conheça um pouco de suas contrubuições...


O genial Chico Science misturava elementos típicos da cultura nordestina, luta contra a pobreza e a fome (inspirado nos trabalhos de Josué de Castro) e princípios científicos rudimentares presentes nos estudos da complexidade, autoorganização ["eu me desorganizando posso me organizar"] e do caos..

...pule para os 22min e 20 segs do vídeo acima que retrata a beleza do caos...

 Chico Science


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Chico Science
Informação geral
Nome completo Francisco de Assis França
Nascimento 13 de março de 1966
Origem Olinda, Pernambuco
País Brasil
Data de morte 2 de fevereiro de 1997 (30 anos)
Gêneros Manguebeat, pós-punk, punk rock
Período em atividade Início da década de 19801997
Gravadora(s) Sony
Afiliações [Chico Science]
Nação Zumbi

Loustal

Orla Orbe
Página oficial Pelo JC
Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science (Olinda, 13 de março de 1966Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor olindense, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat em meados da década de 1990. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, tendo sua carreira precocemente encerrada por um acidente de carro numa das vias que ligam Olinda e Recife. Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira.[1]

Índice

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[editar] Carreira

Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 1980. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia.[2] O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente. O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica.[3] O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente que lhe tirou a vida, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.[4]

[editar] Influências

Podem ser citadas como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto. Outras bandas influenciadas por Chico: Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), Fernanda Abreu (álbum Raio X) e Arnaldo Antunes (álbum O Silêncio), além da antiga parceira e ainda em atividade: Nação Zumbi.
Em 2007, recebeu homenagem do Prêmio Multishow de Música Brasileira, do canal da Globosat de mesmo nome.[5]

[editar] Discografia



[editar] Ver também



Referências



[editar] Ligações externas


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Josué de Castro


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Josué de Castro
Nascimento 5 de setembro de 1908
Recife, Brasil
Morte 24 de setembro de 1973 (65 anos)
Paris, França
Nacionalidade brasileira
Ocupação escritor, médico, geógrafo, administrador público, diplomata, ativista
Josué Apolônio de Castro (Recife, 5 de setembro de 1908 - Paris, 24 de setembro de 1973), foi um influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor, ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome. Destacou-se no cenário brasileiro e internacional, não só pelos seus trabalhos ecológicos sobre o problema da fome no mundo, mas também no plano político em vários organismos internacionais.
Partindo de sua experiência pessoal no Nordeste brasileiro, publicou uma extensa obra que inclui: Geografia da fome, Geopolítica da fome, Sete palmos de terra e um caixão, Homens e caranguejos. Exerceu a Presidência do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e foi também Embaixador brasileiro junto à ONU.
Recebeu da Academia de Ciências Políticas dos Estados Unidos o Prêmio Franklin D. Roosevelt, o Conselho Mundial da Paz lhe ofereceu o Prêmio Internacional da Paz e o governo francês o condecorou como Oficial da Legião de Honra.
Logo após o Golpe de Estado de 1964, teve seus direitos políticos suspensos pela ditadura militar.[1]

Índice

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[editar] Biografia

[editar] 1908-1929

Josué nasceu no dia 5 de setembro de 1908, em Recife, capital do estado de Pernambuco. Seu pai veio de Cabaceiras durante a grande seca de 1877. Sua mãe, da região da zona da mata. Josué cresceu bem próximo aos mangues da cidade, região de mocambos, habitada por retirantes e caranguejos.[2]
Aos 20 anos formou-se Medicina.[3]

[editar] 1930-1945

Apesar do interesse inicial pela psiquiatria, resolveu fazer nutrição e abriu sua clínica em Recife. Na mesma época, contratado por uma fábrica para examinar trabalhadores com problemas de saúde indefinidos e acusados de indolência, diagnosticou: “sei o que meus clientes têm. Mas não posso curá-los porque sou médico e não diretor daqui. A doença desta gente é fome”.[4] Logo foi demitido da fábrica. Vislumbrou então a dimensão social da doença, ocultada por preconceitos raciais e climáticos.
Efetuou um inquérito[5] pioneiro no Brasil, relacionando a produtividade com a alimentação do trabalhador, uma das bases para a posterior formulação do salário mínimo, e passou a chefiar uma comissão de estudos das condições de vida dos operários brasileiros. Como professor, ensinava Fisiologia e Geografia Humana.[6]
Casado com sua ex-aluna Glauce, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1935. Após um período de dificuldades, passou a ensinar Antropologia[7]. Recorreu ao método geográfico para apresentar o mapa das regiões alimentares em A alimentação brasileira à luz da Geografia Humana.[8]. Entre outros contos, crônicas, ensaios, estudos sociais e biológicos, publicou O ciclo do caranguejo, conto sobre os mangues de sua cidade natal.[9]
A partir de 1940, participou de todos os projetos governamentais ligados à alimentação, coordenando a implantação dos primeiros restaurantes populares[10], dirigindo as pesquisas do Instituto de Tecnologia Alimentar[11] e colaborando para a execução de várias políticas públicas, como a educação alimentar. Sob sua direção foi lançado o periódico Arquivos Brasileiros de Nutrologia.[12].

[editar] 1946-1963

O ano de 1946 foi marcado pela publicação de Geografia da fome.[13] Obra clássica da ciência brasileira, o livro buscou tirar da obscuridade o quadro trágico da fome no país. Enfatizou as origens sócio-econômicas da tragédia e denunciou as explicações deterministas que naturalizavam este quadro.[14]
No mesmo ano, fundou e tornou-se o primeiro diretor do Instituto de Nutrição da Universidade do Brasil.[15] Efetivou-se como professor de Geografia Humana em 1947, na Universidade do Brasil (atual UFRJ).[16][17] A Conferência da FAO de 1948 registrou o início de sua participação neste órgão internacional.[18]
Geopolítica da fome, livro publicado em 1951, concebido como uma extensão da Geografia da fome, tornou-se um marco histórico e político nas questões de alimentação e população. Os princípios ecológicos e geográficos foram desta vez utilizados na escala da fome mundial. Posicionou-se em oposição às interpretações demográficas que entendiam a fome como consequência de excesso populacional e prescreviam um massivo controle de natalidade. Cuidou de “desnaturalizar” a fome mais uma vez e demonstrou os vários fatores biológicos, geográficos, culturais e políticos pelos quais a fome gera a superpopulação.[19]
Respeitado internacionalmente, foi eleito, por representantes de setenta países, Presidente do Conselho Executivo da FAO, cargo que exerceu entre 1952 e 1956. Enfrentou forte oposição dos países desenvolvidos à execução de projetos voltados ao desenvolvimento do terceiro mundo e não deixou de expressar sua frustração com a “ação tímida e vacilante” da agência das Nações Unidas, apesar da alta qualificação de seus experts e técnicos.[20]
Exerceu dois mandatos como Deputado Federal eleito pelo Estado de Pernambuco. Entre diversos projetos ligados a questões agrárias, educacionais, culturais e econômicas, apresentou o de regulamentação da profissão de nutricionista, que dispõe sobre o ensino superior de Nutrição[21] e o projeto para a reforma agrária, entendida como “um processo de revisão das relações jurídicas e econômicas entre os que detêm a propriedade rural e os que nela trabalham”.[22]. Com seus pronunciamentos, deixou registrados relevantes acontecimentos históricos, assim como a defesa contra abusos da imprensa quando, em várias ocasiões, dá vazão a interesses subservientes.[23]
Em 1963, tornou-se Embaixador brasileiro junto à sede européia da Organização das Nações Unidas, em Genebra. Era então uma personalidade de projeção internacional, convidado por reis e chefes de Estado, capaz de atrair uma plateia de 3.500 pessoas na cidade de Rouen, interior da França.[2]

[editar] 1964-1973

Em abril de 1964 teve seus direitos políticos suspensos pelo Regime Militar, em seu primeiro Ato Institucional. Faleceu no exílio em Paris.

[editar] Obras

Principais Obras:
  • O Problema Fisiológico da Alimentação no Brasil. Recife: Ed. Imprensa Industrial, 1932.
  • O Problema da Alimentação no Brasil. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1933.
  • Condições de Vida das Classes Operárias do Recife. Recife: Departamento de Saúde Pública, 1935.
  • Alimentação e Raça. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935.
  • Therapeutica Dietética do Diabete. In: Diabete. Livraria do Globo, Porto Alegre, 1936. p. 271-294.
  • Documentário do Nordeste. Rio de Janeiro: José Olympio, 1937.
  • A Alimentação Brasileira à Luz da Geografia Humana. Rio de Janeiro: Livraria do Globo, 1937.
  • Fisiologia dos Tabus. Rio de Janeiro: Ed. Nestlé, 1939.
  • Geografia Humana. Rio de Janeiro: Livraria do Globo, 1939.
  • Alimentazione e Acclimatazione Umana nel Tropici. Milão, 1939.
  • Geografia da Fome: A Fome no Brasil. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1946.
  • La Alimentación en los Tropicos. México: Fondo de Cultura, 1946.
  • Fatores de Localização da Cidade do Recife. Rio de Janeiro: Ed. Imprensa Nacional, 1947.
  • Geopolítica da Fome. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1951.
  • A Cidade do Recife: Ensaio de Geografia Humana. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1956. Reedição de Fatores de Localização da Cidade do Recife.
  • Três Personagens. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1955.
  • O Livro Negro da Fome. São Paulo: Brasiliense, 1957.
  • Ensaios de Geografia Humana. São Paulo: Brasiliense, 1957.
  • Ensaios de Biologia Social. São Paulo: Brasiliense, 1957.
  • Sete Palmos de Terra e um Caixão. São Paulo: Brasiliense, 1965.
  • Ensayos sobre el Sub-Desarrollo. Buenos Aires: Siglo Veinte, 1965.
  • ¿Adonde va la América Latina?. Lima: Latino Americana, 1966.
  • Homens e Caranguejos. Porto: Ed. Brasília, 1967.
  • A Explosão Demográfica e a Fome no Mundo. Lisboa: ltaú, 1968.
  • El Hambre - Problema Universal. Buenos Aires: La Pléyade, 1969.
  • Latin American Radicalism. Edited by Irving Horowitz, Josué de Castro and John Gerassi. New York: Vintage Books, 1969. Coletânea organizada por Irving Horowitz, Josué de Castro e John Gerassi.
  • A Estratégia do Desenvolvimento. Lisboa: Cadernos Seara Nova, 1971.
  • Mensajes. Bogotá: Colibri, 1980.
  • Fome: um Tema Proibido - últimos escritos de Josué de Castro. Anna Maria de Castro (org.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
  • Festa das Letras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.

[editar] Referências

  1. CASTRO, Josué de. Fome: um tema proibido - últimos escritos de Josué de Castro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
  2. a b MENEZES, Francisco R. de Sá. Josué de Castro: Por um mundo sem fome. São Paulo: Mercado Cultural, 2004. 120p. il. (Projeto Memória, 8).
  3. Pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
  4. PROJETO MEMÓRIA. Josué de Castro: Por um mundo sem fome.
  5. CASTRO, Josué de. Condições de vida das classes operárias do Recife. Departamento de Saúde Pública, Recife, 1935.
  6. Respectivamente, na Faculdade de Medicina do Recife e na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais do Recife, de cuja fundação participou.
  7. Na Universidade do Distrito Federal (atual UERJ).
  8. CASTRO, Josué de. A Alimentação Brasileira à Luz da Geografia Humana. Livraria do Globo, Rio de Janeiro, 1937.
  9. CASTRO, Josué de. Documentário do Nordeste. Livraria José Olympio, Rio de Janeiro, 1937. Conto originalmente publicado no periódico A plateia.
  10. Do Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS).
  11. ITA, do Serviço Técnico de Alimentação Nacional.
  12. A partir de 1944.
  13. CASTRO, Josué de. Geografia da fome: a fome no Brasil. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1946.
  14. CASTRO, Josué de. Geografia da fome. Apresentação de Milton Santos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
  15. A partir da incorporação do ITA à Universidade. Atual Instituto de Nutrição Josué de Castro da UFRJ.
  16. Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
  17. CASTRO, Josué de. Fatores de Localização da Cidade do Recife. Rio de Janeiro: Ed. Imprensa Nacional, 1947.
  18. Report of the Conference of FAO. 4th Session. Washington, D.C., November 1948.
  19. Geopolítica da Fome. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1951.
  20. CASTRO, Josué de. O livro negro da fome. S. Paulo: Brasiliense, 1966. p. 54-55.
  21. Projeto nº 904. Diário do Congresso Nacional, Seção I, de 14/4/1957, p.616.
  22. Projeto nº 11, de 1959. Diário do Congresso Nacional, Seção I, de 20/3/1959, p.1137-1138.
  23. Diário do Congresso Nacional, Seção I, de 3/7/1959, p.3816.

[editar] Ligações externas


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Artigos

    quarta-feira, 21 de setembro de 2011

    Sai nova edição de índice que mede desenvolvimento empresarial no Paraná

    [21-09-2011]
    O Sebrae/PR lançou nesta semana mais uma edição do Índice de Desenvolvimento Municipal para Micro e Pequenas Empresas (IDMPE). O levantamento, que está na sua terceira edição, traz um ranking dos 399 municípios do Paraná. O objetivo do IDMPE é monitorar o ambiente institucional para pequenos negócios, favorecendo, assim, o desenvolvimento local, com base no Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, também conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
    O lançamento do IDMPE ocorreu na sede do Sebrae/PR, na última segunda-feira, dia 19, durante uma reunião entre representantes da entidade e dirigentes da Associação de Municípios do Paraná (AMP). “Queremos levar os gestores públicos e empresários a conhecerem melhor seus municípios e a planejarem ações que favoreçam os pequenos negócios. O IDMPE é uma ferramenta de apoio na elaboração de estratégias em prol do desenvolvimento”, diz Julio Cezar Agostini, diretor de Operações do Sebrae/PR.
    Com apenas três anos de existência, o IDMPE, aliado à Lei Geral, tem servido de apoio para os municípios paranaenses, na execução de ações focadas em atividades produtivas sustentáveis, levando a uma maior descentralização da geração de empregos e de renda. Instituída em 2006, a Lei Geral contém benefícios como a desburocratização, a desoneração tributária, o empreendedor individual e o acesso a novos mercados. Vantagens nunca antes oferecidas às micro e pequenas empresas.
    Para que tudo isso se torne realidade, explica o diretor de Operações, o Sebrae/PR implantou o Programa de Desenvolvimento Local Fundamentado na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que passou a se chamar Programa Cidade Empreendedora e que oferece suporte técnico para que os municípios paranaenses elaborem estratégias e planos de desenvolvimento próprios. Atualmente, 133 municípios participam do Cidade Empreendedora.
    Cesar Rissete, coordenador estadual de Políticas Públicas do Sebrae/PR, destaca que os municípios que participam do Cidade Empreendedora tiveram um crescimento acima da média registrada no Estado. “O desempenho das micro e pequenas empresas nos municípios têm relação direta com a geração de emprego e renda. Afinal, as micro  pequenas empresas representam 99% dos estabelecimentos formais no Brasil e respondem por 60% em média dos empregos com carteira assinada.”

    Para destacar a importância dos pequenos negócios, Rissete ressalta que, em 200  municípios do Paraná, as micro e pequenas empresas representam a totalidade dos empreendimentos. “Para que tenhamos melhoria no desenvolvimento local são necessárias ações a médio e longo prazo. A regulamentação da Lei Geral é um instrumento para promover mudanças positivas. O tamanho da população dos municípios tem relação com sua posição no IDMPE sobretudo no quesito mercado.”

    O IDMPE, assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é usado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em seus relatórios, tem o propósito de orientar as estratégias e as políticas locais de promoção econômica, diagnosticando condições favoráveis à abertura e crescimento de micro e pequenas empresas. “O IDMPE foi criado pelo Sebrae/PR, em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), e varia de zero até 1.0”, diz Rissete.
    “Os municípios pequenos estão conseguindo transformar realidades por meio do IDMPE, que é uma oportunidade de melhoria! Não estar entre os primeiros colocados no ranking não quer dizer que o ambiente para os pequenos negócios não esteja em processo de evolução. Pelo contrário, os pequenos municípios estão cada vez mais em destaque”, reforça Rissete.
    Resultados
    Para medir o grau de desenvolvimento do ambiente empresarial municipal, é feita uma análise que envolve o Índice de Desenvolvimento Empresarial (IDE), o Índice de Desenvolvimento de Mercado (IDM) e o Índice de Desenvolvimento Institucional (IDI). Para melhor compreensão do IDMPE, o índice é classificado em cinco níveis: alto (municípios com pontuação entre 0.5844 e 0.7312), médio-alto (0.5387 a 0.5787), médio (0.4913 a 0.5371), médio-baixo (0.4452 a 0.4906) e baixo (0.4040 e 0.4445).
    O mapeamento do IDMPE 2010 no Paraná, com base em dados de 2007, 2008 e 2009, mostra que somente 17 municípios do Estado atingiram a qualificação de nível alto. Dessas localidades, uma tem população entre 20 e 50 mil habitantes, sete com população entre 50 e 120 mil e  nove cidades somam mais de 120 mil habitantes. No nível médio-alto, foram enquadradas 33 cidades paranaenses; no médio, 136; no médio-baixo, 190; e no baixo, 23.
    Os destaques são os municípios de Santo Inácio e Juranda, que apresentaram as maiores taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) Municipal na edição 2010, dentro do Estado, sendo de 34,8% e de 34,7%, respectivamente. O município de Reserva assumia em 2009 a posição de número 90 no ranking do IDMPE e hoje ocupa a posição de 375. A perda foi de 285 posições, em razão da diminuição da taxa de criação de empregos e baixo crescimento da massa salarial. 
    O valor médio das taxas de crescimento dos PIB municipais centrou-se em torno de -11%, na edição de 2008; 0,3% na edição de 2009; e 6,1% em 2010. As menores taxas de crescimento foram identificadas nos municípios de Rosário do Ivaí (-38,9%) e Rio Branco do Ivaí (-41,4%). Rancho Alegre apresentou a maior Taxa de Criação de Micro e Pequenos Empreendimentos com 37% para os anos de 2008 e 2009, conforme informações da RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego. Cafeara mostrou uma taxa de -16,4% na criação de novos negócios.
    O resultado do Índice de Desenvolvimento de Mercado (IDM) reflete o peso das taxas de crescimento da massa salarial e da criação de empregos. Desde o lançamento do levantamento, a mesorregião noroeste paranaense apresentou elevação na escala, migrando de baixo para médio-baixo. Boa Vista do Iguaçu avançou 200 posições no ranking geral, motivado pela taxa de criação de empregos (5,4% no IDM/2009, passando para 30,4% em 2010). O crescimento da massa salarial do município, que era 14,7% em 2009, passou para 32% em 2010.
    A Taxa de Criação de Empregos na média do Estado atingiu, entre 2008 e 2009, a taxa de 5,29%. Exatas 193 localidades tiveram valores superiores sendo o máximo 50,10% no município de Rondon e o valor mínimo em Curiúva com -36,28%
    Um nível educacional de qualidade (IDEB) exerce o maior peso estatístico no Índice de Desenvolvimento Institucional (IDI). O destaque nesse indicador são os municípios da mesorregião centro-oriental, classificada como médio-alto em 2008; alto em 2009; e médio-alto em 2010. A região centro-sul, classificada como baixo em 2008 e 2009, subiu para médio-baixo em 2010. Maripá apresenta o melhor IDEB do Estado (5,5). Na última colocação estão Cerro Azul, Doutor Ulysses e Prado Ferreira, com 3,3.
    Campo do Tenente foi o que mais perdeu posições desde 2008, caindo 216 colocações, motivado essencialmente pelo movimento inverso do IDI e IDE. Entre 2008 e 2010, Rancho Alegre galgou 195 posições. O IDI da localidade subiu de 0.2027 em 2008 para 0.2946, em 2010). O IDM passou de 0.61102 para 0.6399.
    Apesar da predominância de grandes municípios nas primeiras posições do ranking, desde a primeira edição do IDMPE, municípios de pequeno porte foram os que mais  ganharam posições, dentre os quais Boa Esperança do Iguaçu, Boa Ventura de São Roque, Nova Aliança do Ivaí, Santa Lúcia, Brasilândia do Sul, Bom Sucesso do Sul, Lindoeste, Pato Bragado, Sulina, São Jorge d’Oeste, Nova Laranjeiras, Fernandes Pinheiro, Santana do Itararé, Janiópolis, Cruzeiro do Iguaçu, Nova Fátima, Esperança Nova, Ouro Verde do Oeste e Farol.
    Ranking das 20 cidades melhores colocadas no IDMPE 2010
    Município
    IDMPE (2010)
    Ranking
    Curitiba
    0.7197
    1
    Londrina
    0.6559
    2
    Maringá
    0.6533
    3
    Araucária
    0.6474
    4
    Paranaguá
    0.6469
    5
    Cascavel
    0.6949
    6
    Ponta Grossa
    0.6229
    7
    São José dos Pinhais
    0.6208
    8
    Pinhais
    0.6092
    9
    Colombo
    0.6092
    10
    Foz do Iguaçu
    0.6056
    11
    Toledo
    0.5995
    12
    Pato Branco
    0.5940
    13
    Matinhos
    0.5871
    14
    Campo Mourão
    0.5848
    15
    Umuarama
    0.5830
    16
    Francisco Beltrão
    0.5812
    17
    Campo Largo
    0.5769
    18
    Palotina
    0.5754
    19
    Guaratuba
    0.5748
    20

     Sobre o Sebrae/PR

    O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos que foi criada para dar apoio aos empresários de pequenos negócios e aos empreendedores interessados em abrir micro e pequenas empresas. No Brasil, são 27 unidades e 750 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio do atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, capacitações empresariais, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco no empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.