BBC Brasil
LONDRES - Em um artigo publicado em sua última edição, a revista britânica The Economist diz que a valorização do real frente ao dólar representa um grande desafio para o Brasil no controle da inflação e compara os dois problemas, a alta da moeda brasileira e a inflação, a "cavalos selvagens!
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De acordo com a revista, a dificuldade para o Banco Central é que cada alta dos juros - "já maiores que os de qualquer grande economia" - torna o Brasil mais atraente para o capital estrangeiro "sem limites", o que derruba a cotação do dólar, prejudicando as exportações.
Segundo a Economist, o real está "muito mais forte do que tanto o governo quando a indústria gostariam", com o dólar em sua cotação mais baixa em três anos.
A revista cita as "medidas macroprudenciais" tomadas pelo governo para tentar conter a inflação sem valorizar excessivamente o real, como o aumento do compulsório dos bancos.
"O perigo de tentar controlar a taxa de câmbio e a inflação simultaneamente é o risco de perder o controle de ambas", diz a Economist. "A política monetária no Brasil está tentando domar dois cavalos selvagens ao mesmo tempo."
A Economist diz que o governo brasileiro tem medo de "liberar o fluxo de capital externo, deixar o real se valorizar à vontade e cortar gastos para eliminar o crescente deficit fiscal", algo que tem sido aconselhado por economistas na atual conjuntura, devido ao medo de que isso gere uma "fuga desestabilizadora" de capital caso países ricos adotem políticas monetárias mais restritivas, como, por exemplo, se aumentarem os juros.
A revista afirma ainda que outro grande desafio para a presidente Dilma Rousseff será o reajuste previsto do salário mínimo de 7,5% acima da inflação em 2012, o que aumentaria ainda mais os gastos públicos e pode gerar mais inflação.
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Agent Based Simulation Frameworks
Although the in Silico multi-agent simulations can be produced in almost any programming language, there are several frameworks available for doing Social Simulation that allow for an easy start. They make it easy to implement concepts like scheduling of events or actions, discrete or continuous worlds, network simulation and data output. Some even include analysis modules that do some sort of data analysis within the simulation. Some of the most important frameworks for social simulation are outlined here with some personal comments: Mason – Is a fast discrete-event multiagent simulation library written in Java. It separates the models completely from the visualization modules allowing them to be deployed on a variety of platforms. Also models can be checkpointed for latter use, and the simulations recovered at a latter time. It requires some knowledge of Java programming. Repast – With the latest version of Repast (Simphony) this framework as taken a new approach to Model development with a Java point-and-click model development and execution, allowing the development of Models for newcomers to programming, although models can still be written in the “old way” if one prefers. It is probably the framework that includes the highest number of libraries related with simulation available to use. Netlogo – This is a simulation environment that is probably the easiest to learn without previous programming experience. Although written in Java, the modeling language is derived from the Logo language. Also, it allows for rapid testing of ideas as the mix of point and click elements, simple language and use of “turtles” as a metaphor for agents allows models to be built in a fraction of time of other languages. There exists another similar environment for modeling based in the Logo Language called StarLogo. Swarm – This is self-called a platform instead of a framework. The main reason is that besides de software in itself there is a vast community of users and developers that share their ideas and experience in a Wiki style website. The Library is written in Objective-C and therefore might be a bit of a step to get into. It is one of the oldest Libraries developed for agent based simulation and seams that since 2005 it isn’t being actively developed, although many researchers still use it in their models. You also can use Java to program and use the Swarm Library, but you’ll have to compile Swarm with Java support yourself. This list is far from completeness. I’ll try to update this list with more frameworks and comments. If you would like to add a review or some comment on any kind of framework please leave a comment or send it to me at david — at — sixhat — dot — net This article was writen to the Complexity Sciences Winter School Blog
quarta-feira, 30 de março de 2011
Fim da pobreza no Brasil é inatingível, diz economista
Para Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, Dilma teria sido mais realista se prometesse reduzir a miséria pela metade até fim de governo
28 de março de 2011 | 23h 00
Daniel Bramatti, de O Estado de S. Paulo
Para o economista Marcelo Neri, especialista em políticas públicas de combate à pobreza, a meta de erradicação da miséria é inatingível, mas buscá-la é algo positivo. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff teria sido mais realista se apresentasse como objetivo a redução da miséria pela metade até o fim de seu governo.
A declaração da presidente Dilma de que a erradicação da miséria talvez não se concretiza até 2014 é um sinal de que a meta é ambiciosa demais?
A meta é ambiciosa, sim. Teoricamente, basta existir ainda uma pessoa miserável para perder essa guerra. Seria mais realista se comprometer a reduzir a miséria à metade. Mas também é difícil ser contra a meta da erradicação. Não é possível erradicar a pobreza, mas é viável reduzir muito o peso desse problema. O fim da pobreza é uma espécie de Santo Graal: é inatingível, mas a busca por ele enobrece o espírito da sociedade brasileira.
No final de 2010 o senhor estimou que, se fosse mantido o ritmo de redução da pobreza dos anos anteriores, ainda haveria mais de 10 milhões de miseráveis em 2014. O quanto é preciso acelerar esse ritmo?Nos oito anos do governo Lula a pobreza caiu 50,6%. Desde o lançamento do Plano Real, a queda foi de 67%. Sem nenhum esforço adicional, levando-se em conta apenas os resultados anteriores, seria possível reduzir a taxa de pobreza de 15,3% para 8,6% até 2014. Ainda teríamos 16,1 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza (com renda per capita inferior a R$ 142, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas). Mas esforços adicionais já têm sido feitos, como o reajuste do Bolsa Família.
Houve reajuste do Bolsa Família, mas o salário mínimo não teve ganho real. O que tem mais impacto?Seguramente o mais importante, como estratégia para combater a miséria, é aumentar o Bolsa Família. O programa atende mais a faixa etária de zero a 15 anos, onde a taxa de pobreza chega a 27,5%, O aumento do salário mínimo beneficia principalmente os mais idosos, faixa em que a pobreza é de 4,4%,
Qual o custo para levar a pobreza a taxas mínimas?Existe um cálculo que estima esse custo em cerca de R$ 22 bilhões por ano, mas, se levarmos em conta as rendas não monetárias dos pobres - o que recebem em doações, o que cultivam em lavouras de subsistência e outros itens não medidos em pesquisas oficiais -, esse custo pode cair para R$ 7 bilhões por ano. É um valor alto, mas não é absurdo.
A declaração da presidente Dilma de que a erradicação da miséria talvez não se concretiza até 2014 é um sinal de que a meta é ambiciosa demais?
A meta é ambiciosa, sim. Teoricamente, basta existir ainda uma pessoa miserável para perder essa guerra. Seria mais realista se comprometer a reduzir a miséria à metade. Mas também é difícil ser contra a meta da erradicação. Não é possível erradicar a pobreza, mas é viável reduzir muito o peso desse problema. O fim da pobreza é uma espécie de Santo Graal: é inatingível, mas a busca por ele enobrece o espírito da sociedade brasileira.
No final de 2010 o senhor estimou que, se fosse mantido o ritmo de redução da pobreza dos anos anteriores, ainda haveria mais de 10 milhões de miseráveis em 2014. O quanto é preciso acelerar esse ritmo?Nos oito anos do governo Lula a pobreza caiu 50,6%. Desde o lançamento do Plano Real, a queda foi de 67%. Sem nenhum esforço adicional, levando-se em conta apenas os resultados anteriores, seria possível reduzir a taxa de pobreza de 15,3% para 8,6% até 2014. Ainda teríamos 16,1 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza (com renda per capita inferior a R$ 142, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas). Mas esforços adicionais já têm sido feitos, como o reajuste do Bolsa Família.
Houve reajuste do Bolsa Família, mas o salário mínimo não teve ganho real. O que tem mais impacto?Seguramente o mais importante, como estratégia para combater a miséria, é aumentar o Bolsa Família. O programa atende mais a faixa etária de zero a 15 anos, onde a taxa de pobreza chega a 27,5%, O aumento do salário mínimo beneficia principalmente os mais idosos, faixa em que a pobreza é de 4,4%,
Qual o custo para levar a pobreza a taxas mínimas?Existe um cálculo que estima esse custo em cerca de R$ 22 bilhões por ano, mas, se levarmos em conta as rendas não monetárias dos pobres - o que recebem em doações, o que cultivam em lavouras de subsistência e outros itens não medidos em pesquisas oficiais -, esse custo pode cair para R$ 7 bilhões por ano. É um valor alto, mas não é absurdo.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Dinâmica das doenças infecciosas e o mercado financeiro
January 21, 2011 | por Fernando Botti |
Saiu um artigo muito interesante na agência FAPESP, sobre a relação entre modelos de rede economia, por coincidência um assunto que estou explorando ultimamente. Segue.: “Em meio a incertezas na economia, modelos de redes biológicas podem oferecer pistas valiosas para tentar compreender o sistema financeiro e seus riscos, indica artigo publicado nesta quinta-feira (20/1) pela revista Nature.
Segundo os autores, Andrew Haldane, do Bank of England, e Robert May, da Universidade Oxford, na Inglaterra, os responsáveis pela definição de políticas públicas precisam se concentrar em avaliar os riscos e aumentar a estabilidade do sistema financeiro como um todo, em vez de focar apenas em bancos individuais com mais problemas. O artigo explora a relação entre a complexidade e a estabilidade do sistema financeiro por meio do uso de modelos simplificados – semelhantes aos usados em estudos ecológicos e epidemiológicos – de modo a explicar como o fracasso em um único banco pode ter efeito em cascata por todo o sistema.
“Ao estabelecer analogias com as dinâmicas de teias alimentares e com as redes pelas quais as doenças infecciosas se espalham, nós exploramos a interrelação entre complexidade e estabilidade em modelos simplificados de redes financeiras”, dizem os autores.
Haldane e May oferecem sugestões, a partir do uso desses modelos, para se atingir a estabilidade no sistema bancário como um todo, ao mesmo tempo em que seus integrantes possam crescer individualmente. Ampliar a diversidade e o caráter modular do sistema são dois exemplos. Outro ponto importante, apontam, são estabelecer regras eficientes para que os ativos e patrimônios líquidos dos bancos, bem como derivativos financeiros complexos – instrumentos considerados de papel importante na crise financeira –, possam ser conhecidos e compreendidos.
“Ao se regular o sistema financeiro, pouco esforço tem sido feito no sentido de se avaliar as características do sistema como um todo, como a diversidade de sua balança agregada e dos modelos de gerenciamento de risco”, apontam.
“Menos esforços ainda têm sido alocados para fornecer incentivos regulatórios de modo a promover a diversidade de estruturas de balanço, modelos de negócio e de gerenciamento de riscos. Para reconstruir e manter o sistema financeiro, esses objetivos deveriam receber muito mais atenção da comunidade reguladora”, afirmam. Segundo os autores, os modelos ecológicos precisaram de um tempo para se adaptar e “o mesmo deve ocorrer para os sistemas bancário e financeiro”.
“Menos esforços ainda têm sido alocados para fornecer incentivos regulatórios de modo a promover a diversidade de estruturas de balanço, modelos de negócio e de gerenciamento de riscos. Para reconstruir e manter o sistema financeiro, esses objetivos deveriam receber muito mais atenção da comunidade reguladora”, afirmam. Segundo os autores, os modelos ecológicos precisaram de um tempo para se adaptar e “o mesmo deve ocorrer para os sistemas bancário e financeiro”.
O artigo Systemic risk in banking ecosystems (doi:10.1038/nature09659), de Haldane e May, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
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